momentossaudaveismomentossaudaveishttps://www.momentossaudaveis.com/sabia-queDiabetes]]>https://www.momentossaudaveis.com/single-post/2015/11/26/Diabeteshttps://www.momentossaudaveis.com/single-post/2015/11/26/DiabetesThu, 26 Nov 2015 21:24:47 +0000
A OMS prevê que em 2025 existam 300 Milhões de diabéticos no Mundo. Estima-se que em Portugal existam em 2025 entre 600 a 700 mil diabéticos. Em Portugal, actualmente calcula-se que existam entre 400 a 500 mil diabéticos.
A diabetes é uma doença crónica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glucose) no sangue. À quantidade de glucose no sangue chama-se glicemia. Ao aumento da glicemia chama-se hiperglicemia.
A diabetes é uma situação frequente na nossa sociedade e aumenta com a idade, atingindo tanto os homens como as mulheres.
A diabetes é uma doença que resulta de uma deficiente capacidade de utilização pelo organismo da nossa principal fonte de energia – a Glucose. Muitos dos alimentos que ingerimos são transformados em glucose no nosso aparelho digestivo. Ela resulta da digestão e transformação dos amidos e dos açúcares da nossa alimentação. Depois de absorvida, entra na circulação sanguínea e está disponível para ser utilizada pelas células.
Se a glucose não for utilizada acumula-se no sangue (hiperglicemia) sendo depois expelida pela urina. Existem dois tipos de Diabetes (Tipo I e Tipo II) mas, de longe, a mais frequente (90 % dos casos) é a chamada Diabetes Tipo II.
Tipo I
- A Diabetes Tipo I, também conhecida como Diabetes Insulino - Dependentes, é mais rara (não chega a 10% do total) e atinge, na maioria das vezes, crianças ou jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos;
- A causa deste tipo de diabetes é a cessação da produção de insulina por parte do organismo.
- Sintomas:
Fadiga;Emagrecimento injustificado;Muita vontade de beber - Polidipsia;Urinar em abundância - Poliúria;Falta de força;Visão obscura – Retinopatia.
Tipo II
- Quase sempre têm peso excessivo e, em alguns casos, são mesmo obesos, sobretudo “têm barriga”;
- Fazem pouco exercício físico e consomem excesso de calorias em doces e/ou gorduras em relação ao que despendem na actividade física;
- Têm, com frequência, a tensão arterial elevada (hipertensão arterial) e por vezes “gorduras” (colesterol ou triglicéridos) a mais no sangue (hiperlipidemia);
- Na diabetes Tipo II o organismo é capaz de produzir insulina, mas esta não é suficiente para a degradação da glicose.
- Sintomas:
Muita vontade de comer – Polifagia que provoca Obesidade;Muita vontade de beber – Polidipsia;Fadiga - cansaço;Náuseas;Dores musculares;Formigueiro nas extremidades.
Tratamento
Para controlar a diabetes é necessário vigiar os valores de glicemia, pois estes não são constantes ao longo do dia.
Deve ser estabelecida uma alimentação fraccionada respeitando o horário das refeições evitando comer muito de cada vez, dividindo os alimentos por: 3 refeições principais (pequeno-almoço, almoço e jantar), 3 refeições intermédias.
Tipo I e II
Dieta controlada:
Controlar o peso corporal;Alimentos variados.
Pratica de exercício físico:
Aumenta a sensibilidade à insulina;Aumenta a massa muscular;Diminui a glicemia;Diminuir a massa gorda.
Selecção e Rotação da Zona da Injecção de Insulina
Complicações
Hiperglicemia
Níveis elevados de açúcar no sangue (superior a 126 mg/dl);
Acontece devido:
Stress;Mau controlo metabólico.
Hipoglicemia
Baixa a acentuada de açúcar no sangue (inferior a 45 mg/dl);Reverte com a administração de glicose (açúcar);
NOTA: Ambas podem levar ao COMA, se não forem tratadas atempadamente.
Complicações tardias
Surgem normalmente devido a um mau controlo metabólico:
Podem surgir alterações:
Renais - Nefropatia;Circulatórias - Cardiopatia;Nervosas - Neuropatia;Oculares – Retinopatia.
]]>
Cuidados Paliativos]]>https://www.momentossaudaveis.com/single-post/2015/09/24/Cuidados-Paliativoshttps://www.momentossaudaveis.com/single-post/2015/09/24/Cuidados-PaliativosThu, 24 Sep 2015 09:00:00 +0000
Nas últimas décadas temos vindo a assistir ao aumento gradual de algumas doenças crónicas, isto deve-se ao envelhecimento progressivo da nossa população.
Os avanços conseguidos no tratamento específico de doenças tais como o cancro, têm permitido um aumento significativo da sobrevivência e qualidade de vida.
Actualmente, um dos grandes medos existentes na nossa sociedade, é a crença de que a morte é um processo doloroso, e quase sempre acompanhado de sofrimento.
Os Cuidados Paliativos afirmam a vida e vêem a morte como um processo natural, proporcionam aos doentes o alívio da dor e de outros sintomas e não antecipam nem atrasam intencionalmente a morte.
Segundo a Organização Mundial de Saúde Cuidados Paliativos podem ser definidos como, “Cuidados globais e activos a doentes cuja doença não responde ao tratamento curativo e para os quais é necessário e essencial o controlo da dor e outros sintomas, a atenção aos problemas psicológicos, sociais e espirituais para conseguir uma melhor qualidade de vida para o doente e sua família.”. Tratam-se de cuidados activos, numa aproximação global à pessoa portadora de uma doença grave, evolutiva ou terminal. Os seus objectivos são de aliviar as dores físicas, assim como os sintomas e de aliviar o sofrimento psicológico, social e espiritual. A equipa de saúde oferece um sistema de apoio para ajudar os doentes a viver o mais activamente e criativamente possível, oferece também um sistema de apoio para ajudar os familiares do doente a adaptarem-se à doença e no processo de luto.
Os Cuidados Paliativos acabam quando conseguimos proporcionar ao doente uma morte digna, sem sofrimento e com acompanhamento da família em todo o processo, tendo sempre em atenção que as intervenções devem sempre trazer benefício efectivo ao doente e nunca ser fonte de desconforto ou de riscos inaceitáveis para o mesmo. Todavia quando o objectivo de prolongar a vida não pode já ser atingido, o alívio da dor torna-se o objectivo prioritário a ser procurado durante o tempo que resta de vida do doente. Qualidade de vida para os doentes internados em unidades de cuidados paliativos é aquilo que a pessoa considera como tal, é o controlo dos sintomas físicos descritos, o estabelecimento de relações sociais e a manutenção da capacidade física. Com o evoluir da ciência, dispomos hoje de muito mais conhecimento do que à alguns anos atrás, conhecimento esse que faz com que perante nós (equipa de saúde) se encontrem difíceis escolhas e complicados dilemas éticos, quando abordamos a morte. É tão digno ajudar a morrer com qualidade de vida, como a curar quem tem de ser curado.
]]>